Pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos, com base nos dados do Caged/MTE, indicou que o emprego na construção civil em todo o país cresceu 0,87% em março, com a abertura de 18.341 novas vagas com carteira assinada. Assim, o setor fecha o primeiro trimestre de 2009 com 36.733 o número de novas vagas formais abertas. No fim de março, o setor empregava 2.121.690 trabalhadores no país. Em doze meses, foram contratados 173.115 novos trabalhadores, um aumento de 8,88%. “Esses resultados precisam ser vistos com cautela e não como uma recuperação da crise econômica. Refletem a construção dos empreendimentos lançados e das obras públicas contratadas antes da crise. Houve um hiato nestas contratações de obras a partir de setembro do ano passado, e ele vai se refletir no emprego mais adiante. As contratações de obras já se reiniciaram, embora em um ritmo menor. Portanto, o emprego até pode continuar crescendo mais uns meses no setor, mas só vai se manter no segundo semestre se os juros baixarem mais, se houver uma recuperação dos investimentos, se o Programa Minha Casa Minha Vida tomar velocidade e se a arrecadação crescer permitindo que as contratações de obras públicas se intensifiquem nos níveis da União, dos Estados e dos Municípios”, afirmou o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan. No Estado de São Paulo, a construção civil contratou 6.710 trabalhadores com carteira assinada em março (aumento de 1,12% em relação ao número de empregados no setor em fevereiro). No final de março, o total de empregados contratados na construção paulista era de 608,4 mil, o que significa um aumento de 9,93% no período de 12 meses e de 2,7% sobre dezembro de 2008.