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R$ 300 bilhões para a casa própria até 2023

Esse é o valor que o governo quer gastar para suprir em até 70% o déficit habitacional do Brasil

Considerado um plano ambicioso, o governo anunciou que irá apressar os estudos do Plano Nacional de Habitação (PlanHab) para divulgá-lo ainda em janeiro. Os últimos detalhes estão sendo fechados mas a idéia é contar com uma soma de R$ 300 bilhões, até 2023, para a construção de 12 milhões de moradias para baixa renda, o que elimina 70% do déficit habitacional do país. O programa é centrado em famílias com renda mensal de até três salários mínimos e é baseado em quatro eixos: financiamento e subsídio, estímulo à cadeia produtiva da construção civil, política urbana e arranjos institucionais. Concebido pelo Ministério das Cidades, o PlanHab está sendo finalizado pessoalmente pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. As casas devem custar em torno de R$ 25 mil cada e segundo o presidente do Fórum Nacional de Secretários de Habitação, Carlos Marun, a idéia é transformar a habitação social numa política de Estado e não de governo. “Esse é o público para o qual o crédito simplesmente não resolve o problema”, explicou ele. O plano prevê, ainda, mudanças nas regras do FGTS objetivando a ampliação da verba para faixas de renda mais baixas. Segundo o Ministério das Cidades, está prevista a criação de um fundo garantidor para estimular o crédito a este público, considerado de alto risco. A cada três meses, esse fundo poderá arcar com o pagamento de até três prestações em caso de dificuldade do mutuário. Inicialmente, o Tesouro Nacional aportaria a soma de R$ 500 milhões neste fundo.

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