O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo – Sinduscon – prevê que os imóveis poderão sofrer um acréscimo em torno de 7% no ano que vem, caso a instabilidade financeira se prolongue. Além disso, diante deste quadro, a entidade acredita que haverá redução na quantidade de lançamentos imobiliários. Em nota, o Sinduscon confirmou que algumas incorporadoras já estão suspendendo, por hora, a execução de novos empreendimentos, esperando pelos rumos que o mercado vai tomar. No entanto, garante o sindicato, as obras já iniciadas não serão paralisadas e o setor não deve passar por uma grave crise. Segundo a entidade, os empreendimentos mais atingidos com a crise serão aqueles destinados às classes mais humildes e, segundo a assessoria de imprensa do Sinduscon, não deverá haver problemas para a obtenção de crédito porque a maior parte dos financiamentos imobiliários provém de recursos da poupança ou do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) que não devem diminuir. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo pretende liberar algo entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para garantir capital de giro para o setor da construção civil. O ministro disse que tem conversado com empresários e lideranças do setor que demonstram preocupação com a continuidade dos empreendimentos iniciados. “Não se trata de dar subsídio, mas capital de giro. O governo tem a obrigação de dar liquidez para que os setores continuem crescendo”, afirmou o ministro da Fazenda. Segundo ele, o setor de habitação consome apenas de 3% a 4% de todo o crédito no País.