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Caixa garante que não irá alterar condições de financiamento da casa própria

"E vamos manter a oferta de crédito", garante a superintendente nacional de Habitação do banco, Bernadete Maria Pinheiro Coury

A superintendente nacional de Habitação da Caixa Econômica Federal, Bernadete Maria Pinheiro Coury, garantiu que a instituição não irá alterar suas condições de financiamento imobiliário, tanto nos contratos para pessoas físicas como jurídicas, apesar da crise mundial. Segundo ela, “a Caixa manterá as condições de financiamento. Não pretendemos aumentar os juros ou mudar prazos e nem alterar a cota de financiamento. Os prazos continuam de até trinta anos e as cotas de até 100%”, garante a executiva, ressaltando que não foi verificado até o momento diminuição no ritmo de fechamento de contratos de financiamento imobiliário praticados pelo banco. Bernadete admitiu, no entanto, que as construtoras poderão diminuir o número de lançamento de unidades no mercado. E se isto acontecer, a Caixa irá agir para preservar o mercado. “Os empresários estão dizendo que, eventualmente, vão reavaliar lançamentos. A Caixa vai agir sempre visando ao atendimento do mercado. Se houver uma redução de oferta de unidades habitacionais, a gente vai contribuir para que essa redução não exista, mantendo a oferta de crédito”, prometeu ela. A superintendente se esquivou quando foi perguntada se recomendaria às pessoas fecharem contratos de financiamento de longo prazo diante da atual conjuntura. “É uma decisão que deve ser avaliada pela própria pessoa, de acordo com suas condições”, limitou-se a responder. “No momento, se ela vier na Caixa buscar um crédito, qual a certeza que ela vai ter? Que ela está assumindo um crédito com uma taxa de juros que nós garantimos que, com certeza, está entre as mais baixas do mercado. Se ela tiver condição, pode assumir sem medo”, finalizou. A Caixa informou que de janeiro a setembro deste ano, foram investidos R$ 6,1 bilhões em crédito imobiliário com os recursos de poupança, beneficiando mais de 125 mil famílias. O valor representa um crescimento de 62% sobre os investimentos feitos no mesmo período do ano passado.

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