Com a utilização de R$ 20,8 milhões de recursos próprios e mais R$ 15,7 milhões de recursos vindos do governo federal, a prefeitura de Curitiba está iniciando a urbanização das vilas Audi e União, no Uberaba, programa que beneficiará 3.100 famílias. Essas duas vilas ocupam uma área de 2 milhões de metros quadrados, entre a BR-277 e avenida das Torres, de um lado são delimitadas pela via férrea e de outro pelo rio Iguaçu. “Antes de a Prefeitura iniciar a urbanização no local, a condição das 3.100 famílias moradoras era das mais precárias. Não havia qualquer infra-estrutura no local, as redes de água e luz eram clandestinas e parte das casas havia sido construída em área sujeita a alagamentos. A área das vilas Audi e União era considerada uma das mais problemáticas da cidade e, agora, esta situação está sendo corrigida, com a implantação de melhorias progressivas para a população desta região”, afirma o presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), Mounir Chaowiche. O projeto prevê arruamento e pavimentação de ruas, execução de aterro para produção de lotes com infra-estrutura completa e construção de equipamentos públicos (uma creche para 150 crianças e um Centro de Referência da Assistência Social – CRAS). “O objetivo é melhorar as condições da área para assentamento definitivo das famílias que estão em locais onde é possível o uso habitacional. Este projeto será complementado agora com a construção de 419 casas na área de aterro, onde será implantado o conjunto Moradias União Ferroviária, destinado ao reassentamento das famílias que hoje vivem em situação de risco nas vilas”, complementa Chaowiche. A construção das unidades foi iniciada em maio. Outra iniciativa importante da Cohab-CT foi a convocação de famílias inscritas em seu cadastro com renda de um salário mínimo para a comercialização de 97 casas que serão construídas no loteamento Moradias Monteiro Lobato, no Tatuquara. As unidades terão dois quartos e poderão ser financiadas em até 25 anos. As famílias convocadas já se reuniram na sede da companhia, receberam todas as informações sobre as unidades e conheceram o loteamento. Segundo Mounir Chaowiche, “a oferta de imóveis para esta faixa de renda confirma a diretriz do programa habitacional do município de priorizar o atendimento à população mais carente. A convocação das famílias observou, além da renda, o critério da composição familiar. Foram chamados candidatos com pelo menos um dependente. “Com essa providência, concentra-se o atendimento em famílias com filhos”, explicou Choawiche. Os recursos para a construção virão do FGTS, de uma linha de financiamento administrada pela Caixa Econômica Federal, destinada a famílias de renda mais baixa. A linha, conhecida como resolução 518 (a normativa da Caixa que regulamentou a sua aplicação), prevê contrapartida da Prefeitura e a concessão de subsídio às famílias atendidas. Assim, elas terão um desconto no valor a ser pago pelas unidades e com isso a prestação fica mais acessível. Para as casas do Monteiro Lobato, a prestação deverá ficar em torno de R$ 85,00.