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BB entra firme no mercado de crédito imobiliário

Metas ousadas e produtos inéditos são as armas do BB para morder uma fatia deste mercado

O Banco do Brasil entrou firme no mercado de crédito imobiliário, disposto a fazer barulho. Sua tática é trabalhar com metas ousadas e produtos inéditos, como, por exemplo, carência de seis meses, para conquistar os mutuários. A instituição recebeu no final de junho a autorização do Conselho Monetário Nacional para operar nessa modalidade e já acirra a competição pelo mutuário: até o final deste ano, o BB pretende colocar à disposição daqueles que sonham com a casa própria R$ 1 bilhão, com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Para os próximos 12 meses, o orçamento sobe para R$ 3 bilhões, com um tíquete médio de R$ 80 mil por cliente, segundo cálculos do diretor de Novos Negócios do banco, Paulo Rogério Caffarelli. Segundo ele, o BB pleiteia o uso de recursos do FGTS e espera o sinal verde em até 90 dias. “Estamos trabalhando com a taxa de 8,9% ao ano mais TR para os financiamentos de até R$ 120 mil. Com a autorização para FGTS vai ficar abaixo”, afirma o diretor. O BB financia até 80% do total da unidade, com valores a partir de R$ 20 mil. O prazo máximo é de 20 anos. Para entrar nesse nicho, já bastante concorrido, o banco criou a carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela, mas durante esse período, o cliente paga os juros, o seguro e a tarifa de administração do contrato. O BB também opera com a possibilidade de o mutuário escolher um mês a cada intervalo de 12 meses em que não será cobrada a prestação (ele paga a taxa de administração e o seguro, com a parcela sendo transferida para o fim do contrato). Atualmente, a Caixa Econômica Federal detém 70% do mercado, incluídos os financiamentos com recursos da poupança e do FGTS. Embora evite dizer que o ingresso do BB no mercado represente concorrência direta, mas sim um esforço do governo para reduzir o déficit habitacional, a Caixa Econômica Federal oferece desde fevereiro condições mais favoráveis para os mutuários. As vantagens são descontos percentuais de até 1% ao ano para os clientes que autorizarem débito em conta e utilizarem o cartão de crédito. Para este ano, o orçamento da Caixa é de R$ 20 bilhões para casa própria (inclui o FGTS e a caderneta), mas a meta é superar essa quantia.

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