A Caixa Econômica Federal anunciou que está ampliando o limite de financiamento às construtoras. A partir de agora, o teto fica em 85% do custo da obra, limitado a 60% do valor global de venda (VGV). As taxas de juros serão determinadas de acordo com a fonte de recursos. Para essa linha, há disponível cerca de R$ 1 bilhão, com recursos do FGTS e da Caixa, podendo ser suplementado conforme a demanda. A análise de risco de crédito também foi revista, tornando-se mais flexível. Agora, a avaliação da capacidade de tomar crédito da empresa poderá também levar em consideração a viabilidade comercial do empreendimento, o que permitirá a elevação do limite de crédito da empresa. Outra mudança importante é que o percentual mínimo (30%) de comercialização das unidades pode também ser feito direto com a construtora (antes, no mínimo 30% das unidades deveria ser vendido com financiamento da Caixa). Segundo o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Governo da CEF, Jorge Hereda, a revisão das regras do programa de produção permite a ampliação da lista de garantias aceitas pelo banco, como fiança bancária, penhor de ações, caução de depósitos, penhor de direitos creditórios e adoção do Patrimônio de Afetação – que protege os mutuários no caso de falência da empresa. “Fizemos os ajustes ouvindo os empresários. Por isso, a Caixa está certa de que essa é uma mudança que trará benefícios à economia brasileira, dinamizando a construção civil e viabilizando a absorção dos recursos orçamentários disponibilizados em volumes crescentes”, afirma Hereda. Até o início de setembro, a Caixa já contabiliza empréstimos para pessoas físicas e jurídicas na ordem de R$ 9,8 bilhões, volume 109% maior comparado ao mesmo período de 2005. Foram atendidas 450 mil famílias, 97% mais que as 228 mil atendidas no mesmo período do ano passado. Até o final do ano, as contratações devem atingir os R$ 13 bilhões, dinheiro suficiente para atender cerca de 590 mil famílias brasileiras. O bom desempenho, resultado de um conjunto de medidas para facilitar o acesso à casa própria e reduzir o déficit (hoje em 7,2 milhões de moradias), fez com que a Caixa suplementasse, com recursos da poupança, o seu orçamento habitacional em mais R $ 1 bilhão, o que totalizará R$ 3,4 bilhões para 2006. E, com a ajuda dos ministérios das Cidades e do Trabalho e Emprego, foram também ampliados, recentemente, os recursos do FGTS para subsídio em mais R$ 530 milhões. “Assim, o orçamento inicial de 2006, que era de R$ 10,2 bilhões, com as suplementações realizadas, poderá levar à histórica marca de contratações em torno de R$ 13 bilhões”, explica Jorge Hereda.