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Caixa Econômica Federal pretende emprestar R$ 10 bilhões em 2005 para financiamento da casa própria

Até setembro, a Caixa já financiou cerca de 207 mil unidades habitacionais

A Caixa Econômica Federal estima ter emprestado, nestes primeiros nove meses de 2005, um total de R$ 4,5 bilhões em financiamentos imobiliários. “Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip) apontam um crescimento de 86,7% nos empréstimos para a habitação concedidos pelas instituições privadas até julho. Em contrapartida, a Caixa destinou sozinha 50% mais que o mercado, no período, quando já havia financiado mais de R$ 3,5 bilhões. Estimativa da Abecip aponta que o setor privado pretende emprestar R$ 4 bilhões até o final do ano, enquanto a Caixa pretende atingir a marca dos R$ 10 bilhões”, avalia o Presidente do banco, Jorge Mattoso. Até julho, a CEF já havia financiado mais de 184 mil imóveis, contra as 30.696 unidades financiadas por todo o setor privado. Esses números já ultrapassam a marca das 207 mil unidades habitacionais, contabilizadas as operações até setembro. Segundo Mattoso, a Caixa conta com o maior orçamento disponível na história do Sistema Financeiro de Habitação, o que possibilita atender cerca de 720 mil famílias. “A Caixa definiu a habitação como meta prioritária para o 2º semestre deste ano. Para tanto, tem trabalhado com uma grande campanha para comunicar à população a existência de recursos para aplicação nas várias modalidades de crédito existentes, ressaltando as atraentes taxas de juros e o destino dos recursos. Para o público de baixa renda, estão sendo distribuídas nas agências cartilhas que explicam o passo a passo do nosso financiamento habitacional e que orientam o cliente na escolha da linha de crédito mais adequada. Além disso, o banco ainda traçou uma série de estratégias que visam fomentar os empréstimos habitacionais”, explicou ele. Buscando facilitar e agilizar ainda mais o acesso à casa própria, a Caixa adotou novos critérios para avaliar mutuários e empresas construtoras. No novo modelo de avaliação de pessoa física, em vigor desde 4 de julho, 69.238 pessoas foram avaliadas com mais de R$ 1,6 bilhão em propostas de financiamento. Dessas, 89,7% foram aprovadas sem nenhuma restrição e outras 10,2% tiveram sua aprovação condicionada à quitação de débitos e regularização de restrição cadastral ou a uma adequação da proposta às suas possibilidades de pagamento. Redesenhada, a avaliação de risco de crédito para pessoa jurídica, disponível desde o último dia 15, já aprovou 85% das construtoras que buscaram recursos com o banco. Desde essa data, a Caixa passou a avaliar as empresas considerando também o desempenho econômico-financeiro gerado pelo próprio empreendimento a ser financiado, o que aumenta a capacidade de pagamento das empresas e possibilita uma ampliação no limite de crédito. Aliado a isso, a CEF redesenha também sua linha de crédito de apoio à Produção Imobiliária – lançada em 2004 – marcando o fim de uma política que durou uma década de não financiar diretamente incorporadoras. A expectativa é que, além de dar vazão aos R$ 360 milhões colocados à disposição pelo Conselho Curador do FGTS ao Programa Apoio à Produção, a Caixa consiga um incremento nas outras linhas de financiamento à produção, em especial o financiamento de Imóvel na Planta (Carta de Crédito Associativo), que conta com um orçamento em torno de R$ 1,2 bilhão em 2005. Com a operacionalização desse novo modelo o banco irá reexaminar um total de R$ 1,9 bilhão de projetos de investimento apresentados, que podem gerar um total de R$ 1,2 bilhão em crédito nas linhas dirigidas à produção.

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