Instituições financeiras e o setor da construção civil se organizaram e entregaram ao Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, proposta para aumentar a oferta de financiamentos de imóveis residenciais. Historicamente posicionados em lados opostos, os bancos e as construtoras oferecem a ampliação do valor de financiamento, o aumento do limite de comprometimento de renda e taxas de juros diferenciadas, mais baixas para quem financiar valores menores. Em contrapartida, pedem remuneração maior para o montante que não for liberado e ficar parado no Banco Central, além da autorização para usar parte dos recursos como capital de giro. A proposta foi encaminhada pela Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança – Abecip – e a Confederação Brasileira da Indústria da Construção Civil. Para 2005, os bancos privados dispõem de R$ 12,8 bilhões para garantir o financiamento da casa própria, um salto significativo se relacionado aos R$ 2,8 bilhões disponibilizados ao longo do ano passado. Segundo a proposta, os bancos passariam a financiar imóveis no valor de R$ 60 mil (hoje o mínimo é R$ 80 mil) e o teto subiria de R$ 300 mil para R$ 400 mil, com financiamento de até 80% do montante (contra 60% de hoje).