A emissão de Letra de Crédito Imobiliário (LCI) atingiu, em abril, R$ 9,7 bilhões, o menor valor desde novembro de 2013 e 40% menor do que o valor apurado no mesmo mês, no ano passado. Especialistas culpam o cenário de recessão e a restrição de crédito. Produto de renda fixa lastreada em empréstimos bancários para o setor imobiliário, a LCI teve forte expansão entre os anos de 2013 e 2015, se tornando um dos produtos mais populares entre investidores (pessoa física). Segundo dados da Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), em março 897,9 mil investidores tinham aplicação em LCI. “A desaceleração da economia fez com que os investidores ficassem menos propensos a tomar empréstimos, e os bancos, do outro lado, restringiram o crédito com receio de inadimplência. Com menor necessidade de captar recursos, os bancos reduziram o ritmo de novas emissões. Por isso, quem busca investir em LCI tem tido mais trabalho para encontrar opções vantajosas. O investidor precisa fazer contas e comparar. Alguns bancos vendem LCI a 80% do CDI por causa da isenção de IR, e CBD com taxa perto de 100% do CDI. Ainda pode ter alguma vantagem, mas ficou muito pequena”, disse o coordenador do Laboratório de Finanças do Insper, Michael Viriato ao jornal O Estado de São Paulo.