Otimismo, otimismo e otimismo. Esse parece ser o mantra da indústria da construção civil brasileira, também para 2011. E os dados do ano passado confirmam essa tendência. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, o ano de 2010 deve fechar com 450 mil imóveis financiados apenas com dinheiro da poupança, gerando nada menos do que R$ 53 bilhões em empréstimos para a casa própria. Confirmados esses números, representarão uma superação de 55,8% em relação a 2009. Para 2010, a Abecip acredita que haverá um crescimento de 29,3% em crédito, com o financiamento de cerca de 585 mil unidades habitacionais. “Hoje, por mês, são concedidos mais de R$ 3 bilhões em crédito, o que corresponde ao volume registrado, por exemplo, em todo 2004. Creio que, em 2014, o crédito imobiliário terá chegado a 11% do PIB, com uma carteira na ordem de R$ 520 bi. Enquanto a poupança cresce 20%, o crédito imobiliário aumenta 50%. Ou seja, teremos que buscar alternativas, como a securitização e os covered bonds, títulos emitidos por instituições financeiras, que já têm ampla aceitação na Europa”, acredita o presidente da entidade, Luiz Antonio França. No Rio de Janeiro, a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário estima que o número de lançamentos no estado tenha crescido 25% em 2010. Segundo o presidente da Abadi-Rio, Rogério Chor, a alta foi puxada principalmente pela classe de renda baixa, que adquiriu imóveis populares, até R$ 150 mil. Para 2011, acredita ele, o crescimento de lançamentos no estado fluminense deve ficar em torno de 10 a 15%.