Banco Mundial irá investir em moradia popular
Seu braço privado, a IFC assina contrato com a Brookfield para criar empresa que atuará no programa Minha Casa, Minha Vida

O Banco Mundial agora também volta seus olhos para o mercado imobiliário. A instituição formalizou seu primeiro investimento no setor imobiliário: a IFC (International Finance Corporation), seu braço privado, assinou contrato com a Brookfield Incorporações para a criação de uma empresa de baixa renda, que atuará no programa Minha Casa, Minha Vida. O acordo chega a U$ 47 milhões. Segundo informações do Banco Mundial, a IFC está fazendo due dilligence para fechar com mais uma construtora. O objetivo é investir US$ 150 milhões na área imobiliária - tanto em empréstimos, quanto participação direta nas companhias. Dos US$ 47 milhões que o IFC colocará na Brookfield, US$ 30 milhões serão oferecidos por meio de linhas de crédito (de sete anos a uma taxa de CDI mais 2,5%) e US$ 17 milhões em capital próprio do IFC, que representarão 10% das ações da nova subsidiária da Brookfield para baixa renda. Segundo o executivo do IFC para o Brasil, Andrew Gunther, “vamos ser muito ativos no setor de habitação popular este ano”. Ele disse que há interesse no setor imobiliário “pelo grande impacto que tem no desenvolvimento e porque provoca uma mudança radical na vida das pessoas”. Gunther revelou que o IFC já investiu US$ 2,2 bilhões no Brasil ao longo dos anos em diversos segmentos, como bancos médios, infraestrutura, agronegócio e educação. A estrutura operacional desta nova empresa ficará por conta da Brookfield e o presidente da subsidiária será Marcelo Borba, um dos fundadores da MB Engenharia, empresa adquirida pela Brookfield (na época Brascan).